Portal Espiritualista
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Lição do jardineiro

 

"Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem na sua frente, por tradição, um lindo gramado, e as aparas são feitas por jardineiros autônomos.
Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa americana contratou um desses jardineiros. Chegando à sua casa, ele viu que o profissional era um rapaz de apenas 18 anos de idade. Como já havia contratado o jovem, o executivo deixou que ele realizasse o serviço, mesmo estando inseguro devido à sua pouca idade e consequente pequena experiência.
Quando o rapaz terminou, solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone da casa, e foi prontamente atendido.
Embora não fosse sua intenção, o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. O jovem havia ligado para uma senhora e perguntava:
 
- A senhora está precisando de um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um. respondeu ela.
 
- Mas, além de aparar, eu também tiro o lixo.
- Isso o meu jardineiro também faz.
 
- Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.  disse ele.
- Meu jardineiro também faz isso...
 
- Eu atendo o mais rapidamente possível.
- O meu jardineiro também me atende prontamente!
 
- O meu preço é um dos melhores.
- Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.
 
Quando o jardineiro desligou o telefone, o executivo disse-lhe:
- Meu rapaz, você perdeu uma cliente.
- Não. responde o jovem.  Eu sou o jardineiro dela. Estava medindo o quanto ela está satisfeita."

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?

E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?

Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?

Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?

E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?